Vertentes de Mim
 

Tempo curto, não terei tempo de postar outro texto com o cuidado que a Koly merece.

Por mais uma semana o texto da vez será o anterior.

Beijos nos corações de todos!



Escrito por Ivan às 19:50:00
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Certas lembranças apertam o coração. Magoam, como se nunca houvessem magoado, ou eu não tivesse percebido a mágoa que causam. Magoam de novo, as com que eu já tinha sofrido. Onde o rumo? Onde a direção? Onde o afago que preciso por estes dias turbulentos que estagnam o que está no coração, interferindo no que penso?

Não há choro, ainda. Mas saudades das oportunidades que deixei passar. Talvez eu pudesse, hoje, caso viessem lá de trás, mudar tanta coisa... E hoje, busco perdão, mas não encontro a força necessária para tanto, ainda! Não é que esteja perdido, sei que está aqui, sei que vou encontrar. E o perdão,~não busco de alguém, busco de mim, busco em mim.

No fundo quero fugir, esconder, me libertar assim, de maneira mesquinha e covarde. Pura ilusão. Por disso saber, é que sei, não posso fugir, não posso esconder. Nem me esconder! Embora desconfie que, cedo ou tarde o choro virá. E se vir, que venha como purgar essas inquietações. Ou ao menos trazer melhores disposições na mente.

As vezes sinto que as lágrimas serão inevitáveis. Inconsoladas, incontroláveis, com raiva e aflitas. E me digo sempre que não posso ter medo de me encontrar numa esquina qualquer. Sem arrepios, sem pavor, sempre que eu me ver olho no olho.

Sei que preciso querer que as conversas comigo mesmo sejam inadiáveis. Que elas existam nos tempos oportunos. Que elas sirva para resolver essas pendências emocionais de desamor comigo mesmo.

Sei que não me faltará amparo. E que dele, eu possa ser cada vez mais digno, porque precisarei.

Que eu seja digno do amaparo para carregar essas lágrimas aflitivas para longe, tirando de mim o peso da dor.

Que eu seja digno de um melhor jardim, na medida em que eu me resignar no campo de batalha pessoal onde estou sempre a lutar.

Que, seja lá qual for o tamnho da dor, eu seja digno de atravessar meus caminhos, à medida que eu administre meus temores.

Que eu também seja digno de encontrar amigos, pessoas, para me aconchegar e dizer palavras que auxiliem meu equilíbrio- será pedir muito?

Que minha razão ceda um pouco de seu lugar à emoção, e eu seja digno de sentir mais o que sempre senti de menos, ou me impedi de sentir- o que eu não havia percebido, auxiliou na chegada desses tormentos.

Que eu seja digno de seguir em frente, esquecendo o que passou e não serve mais, pisando em terra firme, vivendo melhor o presente, lançando mais meus olhos para o futuro.

Que eu seja digno de fazer brilhar a luz divina que carrego, para irradiá-las cada vez mais, sobretudo àquelas pessoas a quem colaborei para estarem na sombra. Sim, ainda a razão me leva a crer nessa luz. preciso encontrá-la no coração agora!

Enfim, sei que foram muitos os pedidos. Mas, à medida que eu faça minha parte no esforço, eu possa ser digno de ser atendido.

Que assim seja!


Escrito por Ivan às 10:26:30
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  UM TRAÇO SOBRE A ILUSÃO

Cada um de nós temos experiências únicas, assim como são únicas as reações também. Porém, quando modelamos nossas reações emocionais através dos critérios dos outros, é como se se, nessas ocasiões, estivéssemos estabelecendo metas ilusórias na vida. Tendo como base esses critérios alheios, criamos fantasias em nossa mente. Constantemente. Ignoramos fatos ou sentimentos que nos são inadmissíveis em nossa vida, embora sejam autêncticos e nossos , utilizando- conscientemente ou não- de mecanismos de defesa dos mais diversos. Ter somente o outrro como referência de nossas emoções e sentimentos traz-nos, quase sempre, frustrações aparentemente inexplicáveis.

Falando melhor, no dizer de Hammed, "somos nós mesmos que nos iludimos, por querer que as criaturas dêem o que não podem e que ajam como imaginamos que devam agir". Gostamos de alguém imensamente às vezes e alimentamos a idéia de que esse alguém possa corresponder-nos exatamente como esperamos, e assim vamos criando sonhos românticos entre fantasias e irrealidades.

Somos os únicos responsáveis  pela qualidade de vida que experimentamos, inclusive a vida emocional, por isso não creio que devamos culpar alguém por nosso desacertos no campo dos sentimentos. Embora o outro possa colaborar, e muito, com nossa estabilidade ou instabilidade emocionais, não posso delegar toda a responsabilidade de meus infortúnios interiores se depositei expectativas emocionais em outrem, esperando que este me supra as carências e necessidades emocionais, sem nunca antes me perguntar se é justa tal espera.

Mas, as ilusões que experimentamos na vida, como eu disse, são de diversas naturezas. Uns pensam que a posse material nos traz felicidade; outros pensam que o amor é garantido com fama e dinheiro; outros pensam que a força bruta lhe darão segurança; enquanto outros pensam que a prática sexual constante  lhes darão uma gratificação integral na vida.  As válvulas de escape são como momentos vetores temporários de nossas frustrações e inquietações íntimas. Porém, longe de resolver o problema, nos afastam ou nos fazem esquecer de nós mesmos, impedindo-nos, cada vez mais, de buscar em nós, os verdadeiros algozes de nós mesmos, a força para reverter, cada um a seu tempo, os quadros de toda sorte de angústias interiores.

Nossa ilusões, alimentadas pelas mesmas válvulas de escape, são como crenças distorcidas de quem tem, poe exemplo, o sexo ou o dinheiro como divindade suprema- inconscientemente às vezes. Tais ilusões, por nos proporcionar um estado de calmaria (temporária) em nossas emoções, desenvolvem o medo de abandoná-las. Renunciá-las não é mesmo fácil, se não percebermos que a alegria e o sofrimento  não estão nos fatos e nas coisas da vida, mas na forma como a mente os percebe.

Creio que, para que nossos atos e comportamentos sejam autêncticos, é preciso que nossas emoções devam ser percebidas como são reconhecidas por nossa consciência (que jamais nos trai); assim nossas expressões serão mais apropriadas às situações, num esforço de constante de melhoria.

Não sentir é como viver em constante ilusão. Reprimir  nossas emoções inibe o ritmo da pulsação interna, limita a vitalidade e reduz-nos a percepção. Ao reprimir uma emoção, é como se estivéssemos reprimindo algumas outras. Isso nos trará medo, e o resultado do medo é a perda do poder de pensar e agir com espontaneidade. Porém, o medo (até mesmo  porque o espaço que tenho aqui é pouco), é assunto para outro dia. Talvez, o próximo texto...



Escrito por Ivan às 20:19:30
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  O QUE NÃO ME MATA ME FORTALECE, POIS PARA VIVER, É PRECISO TER CORAGEM PARA MORRER!

Crises são períodos amargos em nossas vidas. Parecem representar a quebra ou interrupação de um equlíbrio confotável, cômodo e trazer sofrimentos, tormentos... Olhar a crise de perto, com outros olhos, talvez os da alma, talvez seja o grande exercício para que encontremos um lado bom nela. O lado bom da crise é o motivo pelo qual ela nos leva a encontrar a coragem de promover mudanças, sobretudo quando necesárias. Quantas vezes algo nos aconteceu, nos parecendo uma tragédia, obrigando-nos a tomar atitudes que transformara um setor de nossa vida para melhor? E hoje, até agradecemos que tenham acontecido! As crises que serão enfrentadas trarão resultados bons ou ruins, dependendo da forma com que encaramos cada uma delas. Uma mesma crise pode produzir efeitos diferentes em duas pessoas. As pedras são, as flores são, as nuvem são. é como se elas tivessem "ser", pois são alguma coisa. Mas não sabem disso. Não se aborrecem, não se alegram, não criticam o chefe ou ao vizinho, nem mesmo têm dor de cotovelo. Somente a criatura humana (um espírito, essêncialmente, porém encarnado- desculpem aos que não concordam) existe conscientemente. Tem consciência do próprio ser. Todos sabemos que somos alguma coisa. Somente nós temos essa condição. Porém, tomar consciência do real e verdadeiro motivo de nossa existência é coisa rara. Em geral temos tempo para consumir, para gostar daquilo que todos gostam, vivendo o que os outros vivem, esquecendo que somos, cada um, um ser que existe individualmente e que deve descobrir-se, autenticar-se. A vida não é lucro. Viver é como uma expressão de aperfeiçoamento pessoal, ainda que, como nossa participação efetiva, colaboremos para que o coletivo também se aperfeiçõe. Viver é como um dom que nos foi dado e, deverá continuar a ser um dom de nós mesmos. A conformação com um tipo de prazer habitua a criatura humana ao desinteresse, ao imediatismo, e o distrai das exigências de sua abertura em busca da satisfação verdadeira de ordem naturalmente superior à uma busca pura e simples do prazer. O prazer pode trazer a satisfação de uma necessidade, mas o plano da vida humana não se reduz ao estritamente necessário. Perseguindo-se o prazer efêmero, experimenta-se- não sejamos hipócritas de negar- alegria toda vez que são alcançados, considerando esses momentos como felicidade inclusive, que, no entanto, não correspondem ao sentido profundo de que ela se reveste, e poucos, além de não experimentarem, parecem nem estar preparados.Penso, logo sou, li num livro. É que o pensamento revela a existência do homem a si mesmo. E ele quem começa a livrá-lo de doque lhe amarra em sua vida efêmera, embora pareça confortável. A interpretação equivocada da vida é que parece nos conduzir à buscas irreais, que perdem, inclusive, o significado quando se alteram os fatores que constituem a cada uma de nossas vidas; o que é um tanto salutar, pois nossa visão, em determinada época da existência, muda completamente em outro período. Vivemos num mundo, e cercados de pessoas (sendo uma delas, muitas vezes, inclusive), em que a visão das pessoas está marcada pela busca de resultados imediatos. Viciados por demais em nossaos critérios, através dos quais realizamos os nossos juízos de valor, fechamo-nos em nosso mundo particular, defendendo-o com unhas e dentes de quem tentar se aproximar. E muitos são os que existem e podem colaborar em nos ensinar a sentir e viver outras experiências. É preciso coragem. "Viver é ter coragem de morrer", aprendi num encontro em Franca, aos 18 anos de idade, em 1996. Morrer como ser obrigado a desligar-se de tudo aquilo que nos fixamos nesta vida, que nos acomoda, que nos impede ao novo. Quando buscamos não nos fixar à essas coisas, na medida em que as transformamos, renascemos com nossa própria obra. Sempre. Capacidades de superar as dificulades, tragédias, dramas pessoais, todos temos, eu acredito. Mesmo as pessoas consideradas frágeis e de baixa energia interior, muitas vezes têm um botão de reação finalmente ligado quando surpreendidas por uma grande dificuldade. Sim, podemos ser salvos pela crise. Nietzsche (é assim que se escreve, será?), o autor da frase que intitula este texto- e pelo assunto que abordo, é fácil de perceber que não é à toa que ela está aqui-, acreditava na capacidade que o homem tem de dar a volta por cima. Ele também achava que essa capacidade não era para todos. Disso, discordo sobremaneira. Mas, o que concordo com Nietzsche é a idéia que ele nos legou sobre a vontade de poder, ou de dar poder à vontade. Com a frase acima, entendo que possuímos o poder de superar nossas fraquezas e nossas dificuldades. E o incômodo que sentimos em manter as fraquezas, diante das diiculdades é que parecem acionar o gatilho que dispara esse poder à vontade de mudar. Eu mesmo já escrevi muitas vezes sobre isso. A força está em nós. E, temos exemplos aos milhares por aí.

Escrito por Ivan às 20:17:24
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  DEFINIÇÕES COMPARATIVAS

COMO...

A ternura mansa da esprança adolescente. A simplicidade das flores que nascem e morrem sem nunca serem vistas sem jamais deixar de serem lindas. A fúria ardente do solo ao receber as primeiras gotas de chuva após longa estiagem. A fartura dos ventos que tranportam o perfume dos jardins e bosques. A alegria surda e pura das nascentes levando o cristalino frescor entre húmus e gravetos. O orgulho da árvore ostentando o primeiro fruto. O êxtase e vertigem da alma caída de amor. A intensa força estática do silêncio que substitui as palavras. Grandes momentos que precedem acontecimentos definitivos. Todas as horas que o tempo tem para me conceder. Sentir essa chama que parece arder na alma numa explosão de imagens nunca vistos. Emocionar-se somente por lembrar de palavras, às vezes nem ditas. Fechar os olhos e te sentir ao meu lado, desejando teu afeto, teu corpo, tua presença. Sentir-me feliz apenas por saber que existe. O mistério de duas almas que parecem se tocar num abraço de corpos. Mergulhar com a certeza de que não há uma única pedra, só a refrescância da água num dia de calor. O que não parece ter fronteiras, nem modos, não espreita ou sucumbre, nem existe para satisfazer egoísmos. O universo em volta que se harmoniza quando dois corações pulsam em ritmo semelhante. Duas almas que se encontram e se reconhecem fazendo do sofrimento alguma coisa mais amena. Pequenos gestos movimentam turbilhões de sentimentos elevados, alcançam esferas sublimes. Aceitar viver somente os problemas que levam à felicidade, pois que a infelicidade não interessa. O que não quer nada do muito, apenas basta-se com o pouco que traz tanta paz e alegria. O que é pleno em cada ninharia por ele transformada em paraíso. O que não cobra, não disputa e não sufoca. Redentor de todos os equívocos do passado, a regeneração de tantos erros. Filho da cápacidade de crer e continuar, mantendo-se mais forte mesmo diante de tantas adversidades. O que não pede muito, mas tem demais; não reivindica, mas consegue; não persegue, mas recebe; não exige, quer dar; existe para ser feliz.

É ASSIM COMO SE PROCESSA MEU AFETO POR VOCÊ!

 

Sim, estou de volta. Comemorando com a Koly, de novo, essa coisa tão linda que tenho com ela e que chamamos, ela e eu, por nosso entendimento, de amor. E que belíssimo e abençoado ele é. Em breve, meus já tradicionais e frequentes textos, além de minhas visitas a todos vocês.



Escrito por Ivan às 19:18:54
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  DOIS TERÇOS

Do dia em que te conheci até o dia em que te descobri ocupando enorme espaço em meu coração levou tempo. É como se tivesse vindo de mansinho, abrindo um fresta entre a porta e o batente a princípio, até que ela tenha sido escancarada de vez. A luz que te acompanha entrou. E me ensinou os passos iluminando o cainho que me levam ao seu beijo. Me ensinou também a caminhar por seus abraços. E me ensinou o prazer de sentar na mesa para uma encantadora convesa. E me ensinou a querer música de par colado.

Você foi chegando assim, pequena, e cresceu. Quis saber, sem timidez, de minhas sensações, de minhas preferências. Se interessou pelos meus sins, pelos meus nãos, pelos gostos e desgostos. E, inevitável que seria, me cativou, ocupando em mim o espaço que hoje ocupa. Se havia um céu nublado, as frestas de luz, foi você quem trouxe.



Não sei se é pouco o que te trago, mas queria te dar muito. O que demais bonito tenho, pois é o que de você, tenho recebido de oferta. Dentro de mim, quis aprender a estar dentro de você., partilhando de suas histórias, também de seus sins e nãos, de seus gostos e desgostos. Quis compartlhar das chuvas nos rosto refrescando os dias quentes; do calor do sol e a doçura como que nos toca em dias de inverno.



Hoje temos um mundo particular, onde habitamos somente você e eu. É lá que há de encontrar meus sonhos esperando pelos seus para passearmos pelas floridas alamedas de nossos desejos. É lá que poderá ver com esse seu olhar tão doce que você tem algumas estrelas , sabendo que meu olhar estará fitando estas mesmas estelas.

Neste nosso mundo, quero que, a cada dia, quando deitar teu corpo cansado do cotidiano, eu tenha um regaço enfeitado de girassóis ,para pousar tua cabeça e receber o teu cansaço e aliviar suas dores. E, quando fechar os olhos, que diga, como uma prece, a doce frase "boa noite, meu amor", para que eu,ao seu lado, possa então, ouvindo seu sono, adormecer em paz.



Ah, Koly! Que magia é essa que me dá vontade de te sentir aconchegada em meus braços, vendo tuas asas se abrirem è menor brisa de meu afeto por você, num vôo de muito brilho, que iluminando até o horizonte, nos faz donos desse mundo, onde tem eu dentro de você e você dentro de mim, tão simples assim...!

Teu cheiro me acompanha, envolvendo o ar das lembranças que respiro todos os dias. O gosto do seu beijo fez morada em minha boca e no corpo, ainda sinto na lembranças, as marcas de suas mãos quando não está aqui, do meu lado, presente, como é presente em meu coração. Sou capaz de te escutar cantando baixinho um canção ou outra, ou mesmo seus passos entrando de mansinho no quarto antes de se deitar ao meu lado apenas para ficar ali, tão perto de mim, alegrando minha hora, como estas lembranças enfeitam a memória. Sou capaz de ver à minha fente, seu sorriso que tanto já secou as lágrimas que escondiam a minha alegria.

Está sempre aqui, em tantos pedacinhos de cada um de meus dias.

Como eu queria, neste momento, abrir os olhos. Estender os braços. Aninhar seu corpo no meu. Voltar a dormir. Voltar a sonhar. Somente isso. Somente isso bastaria.

 

 

 

http://fotolog.terra.com.br/arte_com_carinho:64 é o endereço de uma amiga. Ela pediu para divulgar.

Meu outro blog: http://umcasal.blogspot.com



Escrito por Ivan às 17:11:23
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Como sabem, muito do que penso é reflexo de meus estudos na doutrina espírita, que norteia meus raciocínios. Mas nem sempre ajo como penso, já que a distância entre um e outro é determinada pelas minhas limitações enquanto ser humano fálico, principalmente no campo dos sentimentos. No entanto, embora eu tenha já me equivocado muito nestes meus 29 anos de vida, é na paternidade, um dos campos de minha vida, em que procuro o esforço por me equivocar menos! Eu não queria ser pai. E, às vezes ainda penso que seria melhor se não o fosse. Mas tenho aprendido muito com a experiência.

Assumir compromissos paternos é o mesmo que assumir o esforço pelo aperfeiçoamento pessoal, no tocante ao desenvolvimento de nossos mais nobres sentimentos. Paternidade tem mesmo um caráter divino, pouco assumido por muitos. Eu mesmo ainda sou invigilante, embora tenha melhorado se levarmos em conta minha indiferença ao primeiro filho- ele me ensinou tantas coisas que ainda eu poderia até escrever a respeito por aqui. Infelizemente, nossa sociedade parece desavisada sobre a nobreza conceitual e contextual dos valorosos atributos adquiridos quando se esforçam por ser um pai com tal compromentimento. Independe de religião. Independe de classe social. Independe de formação acadêmica. Depende de sentimentos, estes que nos movem sempre, sejam positivos ou não.

Aqueles que se tornam pais, mas não se comprometem com esse caráter divino mantém-se longe das verdadeiras noções de humanidade. Ser pai é também buscar humanidade. Muitos de nós, pais no mundo, precisamos nos esforçar cada vez mais à compreensão da complexidade e grandeza bendita que é a paternidade. É até mesmo natural que nos interessemos pelo mundo, até mesmo por alguns acontecimentos vulgares, mas a paternidade se configura essencial, onde se deve atender aos desígnios desse caráter divino, quando consideradas as responsabilidades mais importantes que nos são conferidas em relação à essa condição.

Filhos são como preciosidades que Deus confia às mãos desses humanos, onde solicita cooperação e afetividade eficiente. Cada dia que passa tento absorver esses conceitos, me percebendo o quanto sou abençoado por ter tal confiança e o quanto é precisos cuidar das primeiras orientações de vida do Pedro Henrique e do Mateus, as criaturinhas que Ele me confiou. Emmanuel escreveu certa vez que receber encargos desse teor é alcançar nobres títulos de confiança. Por isso, criar filhos e aperfeiçõá-los não é tão fácil.

A grande maioria dos pais parecem desavisados quanto a esta contextualização, a meu ver. Seja nos chamados excesso de ternura, ou nos exageros das exigências. Que eu possa, com minha busca, compreender cada vez mais que, para ser pai, são necessários profundos dotes de carinho e afeto, à frente desse compromisso onde deve brilhar o dom do equilíbrio emocional.

Quantas sementes vocês acham que o homem tem o direito de possuir, para desperdiçá-las plantando a esmo? Suponha que seu pai fosse obcecado por ter filhos, não importasse de qual mulher, nem o amor que sentisse por ela. A única coisa que lhe importava era o seu objetivo: ter um filho homem, a quem daria o seu nome. Suponha ainda que seu pai estivesse tão cego para os seus objetivos que nunca traçou um plano ou escolheu onde iria colocar sua semente. Jogava-a na primeira mulher que ele julgava amar. Suponha que todas essas mulhers fossem estéreis. Depois de tantas tentativas frustradas, ele abandonaria todas e perderia o sonho de ter um filho.

Vocês conseguem perceber- se é que minha percepção está certa- a importância da terra? Que Deus me ajude a ganhar cada vez mais serenidade para que eu não desperdice as sementes que me chegam para o plantio no coração de meus filhos e que eu possa me abrir às sementes que, porventura meus filhos carregam para plantar em meu coração.
 
 
 
Já falei sobre meus filhos antes, sobretudo do mais velho. Alguns destes posts foram escritos em 01/10/06, 13/05/05, 16/04/05, 20/04/05, 17/05/05, 24/05/05, 13/06/05, 24/05/05, 13/06/05, 01/08/05, 14/10/05 31/10/05 (com foto), 10/01/06, 09/05/06 , 07/07/06, 23/10/2006 e 04/01/2007.
 
No meu outro blog, um texto sobre o ABORTO. Http://umcasal.blogspot.com.


Escrito por Ivan às 16:55:53
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  A SAUDADE MANDA OS SENTIMENTOS ESCREVEREM

 

Ainda não vi melhor definição para a palavra. Antes, eu costumava dizer que a saudade é uma falta ali bem presente. Não que eu tenha discordado agora. Mas a definição que conheci recentemente é melhor: a saudade é quando um momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.

Já pensei um sem número de vezes falar sobre saudade, inclusive. Mas, como sempre, eu quero escolher as melhores palavras, para não ser clichê e, principalmente, cuidar que elas surjam do coração. Os textos que escrevo tendo você no pensamento são assim. Eu nunca escrevo com você fisicamente presente. Quando estou com contigo, vivo uma experiência sem precedentes em minha vida. E, quando vem as despedidas, têm lugar esse sentimento tão incoerente. Incoerente porque ele é ruim de sentir, me trazendo a falta de tudo aquilo o que você representa para meu coração; e bom de sentir, porque, sendo redentora a oportunidade de me relacionar com você assim de forma tão bonita e sem precedentes, a saudade é como um termômetro a medir a intensidade do que eu sinto por você, ou seja, minha capacidade de resposta em me entregar à algo que jamais pensei que fosse possível, por conta de tanto orgulho, egoísmo, vaidade, baixa auto estima, sei lá. Você derrubou tudo isso.

Aliás, falando nisso, de quantas saudades se faz uma despedida? Dessas despedidas em que a ida para os necessários afazeres de cada um, deixa a vontade de continuar sentindo o calor dos seus abraços dando vontade de desistir de ir, mesmo sabendo que é só por enquanto?

E, de quantas despedidas ao logo de nosso tempo juntos se faz a certeza de cada lindo reencontro? Dessses reencontros que não partem do zero, mas exatamenteo do momento onde cada anterior cessou, e o calor dos abraços ainda não esfriou?

Em você Koly, minha alma transparece, me fazendo ser eu mesmo, com as angústias e aflições, bem como os sorrisos e os prazeres. Minhas mãos querem te procurar, meus olhos querem te avistar, sem que eu esteja me sentindo na solidão.

Você já é parte da minha vida há algum tempo, e por esse tempo escrevo esta singela homenagem, ao completarmos mais um pequeno, mas intenso ciclo. Que esse sentimento que nutrimos um pelo outro possa ser constante e dignamente alimentados por nós dois, como se viéssemos de uma terra distante (o nosso mundo, aquele em habita somente você e eu), mas de um mesmo colo, o colo do puro afeto.

Aliás, por falar em distância... de quantas distâncias, dessas em que medimos em quilômetros e por elas são convencionadas as distãncias geográficas, dividindo o mundo em países, os países e estados, estados em cidades, vilas, bairros, abrindo ruas, construindo muros ao redor das casas, e paredes dentro dos muros e ao redor das casas, e dentro das casas, entre as paredes, pessoas longe uma das outras, e dentro das pessoas, a saudade, os desejos e os sonhos de estarem juntas?

Me pergunto: de quantas estrelas é feito um sonho desses que podem brilhar a noite inteira?

Só sei, Koly, que nessa divina ópera onde todos os sons emitem a doçura do amor e juntos estão as lembranças e vontades de você, sinto saudade de ver brilharem as estrelas no céu de seus abraços, e sei também, que da saudade de dois lindos olhos, um lindo sorriso, dois ternos e calorosos braços e uma alma cativante de meu coração se faz um mundo inteiro em minhas lembranças...

 

Visitem também http://umcasal.blogspot.com e vejam o que tenho a dizer sobre cervejas e Zeca Pagodinho! Lá também é possível ver umas fotos de minha musa.

 



Escrito por Ivan às 17:17:41
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Um outro dia, numa palestra, temas como a baixa autoestima, a ansiedade e a insegurança embasavam as perguntas daqueles a quem, carinhosamente me ouviam. Não sou especialista em assunto que seja, apenas um interessado nos estudos das emoções humanas. Por isso esse tema está tão presente no meu blog. E por isso, nas palestras e estudos que monitoro, me sinto contente em compartilhar o que vou descobrindo nas informações que colho.

O conjunto de idéias que nos levam a sensações equivocadas de que não somos capazes de realizar algo de valor, leva-nos ao quadro emocional do complexo de inferioridade. E o referencial é sempre os outros, qua nos parecem mais felizes, mais capazes, masi resolvidos. Quando nos sentimos inferiores, não entendemos ou sentimos que podemos criar nossas experiências, modificando-nos. Melhor que adotar uma postura de supérioridade para compensar esse sentimento de inferioridade que vai nos corroendo, enquanto não o assumimos, para, a partir dele, retomar as rédeas de nosso pórpios impulsos.

A baixa autoestima gera outros sentimentos que nos incapacitam à autenticidade. O inseguro não acredita no seu valor pessoal, por isso deposita, muito frequentemente, suas expectativas emocionais nos outros, tendo os outros como referências para suas atitudes, numa busca desenfreda para melhorar a dor de suas carências. Com isso, não percebe quer cria muitas dificuldades em seus relacionamentos.

Os iseguros não se expressam. E usam como justificativa para um vida emocionalmente triste o fato de não terem atenção, de term sidos rejeitados, etc. Não entendem, por exemplo que, quando numa relação, alguém escolhe outro rumo existencial, não se pode desestabilizar por causa disso. Uma tristeza inicial e um certo abalo num tempo justo para que nos recuperemos, mostrará que somos sensíveis, não nos prender a algemas poderosas de um passado.

A ansiedade, neste quadro, atrapalha muito, pois, se dependemos emocionalmente dos outros, não entendemos que as íntimas convicções é que determinam a nossa foirça de (re)agir. A ansiedade jamais alterará nosso destino, mas sim nossa vontade e empenho no tempo presente. Acredito que na providência divina, tudo tem a hora exata de ocorrer. Por isso, também acredito que precisamos nos esforçar para aprender a nos integrar com o ritmo natural das coisas, caminhando passo a passo para chegarmos à serenidade tão necessária nos momentos de crise.

Que não distanciemo-nos de uma vida mais autêntica. E que esse encontro com particular, cada um de nós, com a individualidade, nos coloque à frente de nossos conflitos para que, a aprtir desse conhecimento, busquemos alternativas para as curas de nossas aflições mais punjentes- que nos impendem de viver em paz.

Obs.: gosto dos ensinamentos de Jesus, embora não seja religioso. É que acredito que ele tenha se preocupado com um sem número de vertentes das aflições íntimas e seus ensinamentos são injeções de ânimo. Sobre a auto estima, por exemplo, ele disse "Vós sois deuses, e poderão fazer até mais do que fiz", não sei em que parte da bíblia. Sobre a insegurança, disse: "Seja porém, o vosso falar: sim, sim; não, não", em Mateus, 5-37. E, por fim, sobre a ansiedade, ensinou-nos: "Não andeis pelo dia de amanhã, porque este a si mesmo lhe trará cuidado; ao dia de hoje, basta a sua própria aflição", também em Mateus, no capítulo 5.

 

 Meu outro blog: http://umcasal.blogspot.com



Escrito por Ivan às 19:43:47
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O CAMINHO DIVINO
 
 

Uma das coisas mais difícil de imaginar é um universo infinito; e com ele dimensionar um progresso infinito, um processo infinito de compreensão das realidades e uma extensão infinita para a evolução do pensar e sentir. Como pode algo se estender para sempre? Sem fronteiras, sem limites, com as quais lidamos todos os segundos de nossa existência. Mais intrincado ainda é imaginar um universo finito, ou formado por uma sucessão de finitos...

Buscar respostas a estas perguntas é melindroso até, mas quem nunca se perguntou? Allan Kardec diz que "o infinito é uma abstração". Talvez, se usássemos a imaginação, poderíamos conceber o universo em duas dimensões: tempo e espaço, e, pra facilitar, visualizaríamos que este universo contém e está contido na superfície de uma bexiga. Sendo soprada, a bexiga teria um limite e estouraria ao ultrapassá-lo. Uma vez mais imaginemos que ela não estoure nunca, que pudesse ser indefinidamente soprada. Se, olharmos de fora, como mero observador do processo, de certo modo teria um fim, pois estamos observando o acontecimento (estamos fora do universo).

Ocorre, entretanto, que estamos vinculados a ele, e se cada um de nós nos movêssemos (caminhássemos por nosso universo) nessa bexiga, enquanto ela estiver infinitamente sendo inflada, não teríamos limite algum. Parece que o universo tem propriedade semelhante. Se caminharmos ao redor da bexiga, não acabaríamos voltando ao ponto de partida? Nunca, mesmo que nos pareça semelhante- e não se deve esquecer que aqui, a bexiga é constantemente soprada, sem que estoure.

Nosso universo íntimo (aquele de que é composto e compõe cada um) parece também exibir essa mesma característica...

Não é à toa que tanto homens notáveis tenha evidenciado isso em seus pensamentos. Em especial, o mais notável deles, Jesus que asseverou sermos deuses e podendo, cada um de nós, fazer até mais do que ele próprio fez. Palavras dele. Portanto, nosso caminhar deve ser o caminhar de uma proposta divina, como se fosse a prática do desenvolvimento do projeto de felicidade plena que a providência divina reservou para cada um de nós.

O caminho divino, atribuindo a ele características do universo onde existimos e vivemos, ao expandir-se (lembrem da bexiga), qualquer caminho nosso será sempre uma curva, uma linha. Ao ser esticado (como na bexiga), qualquer caminho transforma-se numa linha, que num plano seria uma reta. Ou seja, se o menor espaço entre dois pontos num plano é uma reta e a menor distância entre dois pontos situados no espaço é uma curva, e, por isso todos os caminhos simplificados pela menor distância e pela facilidade de transpô-la, logo o caminho divino (nosso caminho) é uma coisa natural, bastando a nós existirmos para caminhá-lo.

Quando não existe barreiras nosso caminhar é repleto de mensagens que nos orientam para o processo de "passear" pelo caminho divino- que é todo o universo que nos cerca, no dizer de Pessoa: "sou do tamanho daquilo que vejo."

Não existe um caminhar, mas vários caminhos, que nos levam a um só lugar: a expansão cada vez maior de nossa consciência. Que possamos usufruir das possibilidades de nosso caminho, pois, o caminho de cada um é único. Aprendamos a caminhar em várias direções, fazendo de nossos passos o único caminho possível em que podemos nos movimentar.

Na questão 779 de O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta: "O homem possui em si a força de progredir ou o progresso é produto de um ensinamento?"A resposta foi a seguinte:"O homem se desenvolve por ele mesmo, naturalmente. Mas nem todos progridem ao mesmo tempo e da mesma forma. É então que os mais avançados ajudam o progresso dos outros, no contato social"

 

Visitem meu outro blog: http://umcasal.blogspot.com



Escrito por Ivan às 19:24:09
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  HOJE O TEXTO É TRASNCRITO (e adapatado), MAS É PORQUE EU GOSTEI!

O PRIMEIRO OLHAR

"Momento em que a vida passa da sonolência para a alvorada. Primeira chama que ilumina o íntimo do coração. Primeira nota mágica arrancada das cordas de prata de um sentimento que poderá nascer. Momento instantâneo, se abrem diante da alma as crônicas do tempo. Se revelam aos olhos as proezas da noite, e as vozes da consciência. Abre os segredos da eternidade para o futuro. Semente lançada, e espargida pelos olhos do ser amado na paisagem do amor, depois regada e cuidada pela afeição, e finalmente colhida pela alma.

Nada mais cheio de esperança do que o primeiro olhar

Nenhuma expectativa vã, pois não se teve tempo de esperar ainda.

Nenhum sentir fulgaz, pois ainda não chegou o tempo de sentir.

Nada interfere no primeiro olhar, durante os infinitos segundos em que sobrevive.

Não há tempo, nem espaço

Apenas olhares que se interpenetram pela primeira vez.

O que buscam e dizem ao deixarem-se se perder?

Respostas que não virão!

Mesmo que após este, se sigam muitos outros, que os olhos decidam por enamorarem-se, e se visitem diariamente em cada aurora, a lembrança do primeiro fica na retina da alma, na história do Espírito.

E, quantos "primeiros olhares" neste exato instante do tempo?

Quantas vidas alvorecem com eles enquanto observamos carros passando apressados?

Quantas novas forças, novas oportunidades, visões novas sobre um mundo velho?

Quantos reencontros pelo esquecimento da memória se entregam pela lembrança do coração?

O que seria do amor sem o primeiro olhar?

Celebremos o amor que nasce, promete, potencial, como festejamos o fruto doce.

Exaltemos a vontade de ser borboleta, encontrada na lagarta que nasce.

Festejemos a cada novo amor, da mesma forma que exultamos ao receber no mundo uma criança.

Não nos deixemos levar pelo pessimismo destruidor de corações partidos, que ainda não permitiram ao mesmo tempo cicatrizar suas chagas.

Não desistamos tão facilmente das potencialidades humanas, debaixo de expressões autofágicas como "não tem jeito", ou "está cada dia pior".

Acreditar no amor que está por vir é acreditar na sobrevivência da vida, e lutar por ela.

                                    "O amor é de essência divina, e todos vós, do primeiro ao último, tendes no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado"

"O amor está por toda parte na Natureza, que nos convida ao exercício da nossa inteligência. até no momento doas astros o encontramos. É o amor que orna a Natureza de seus ricos tapetes. Ele se enfeita e fixa morada onde se deparem flores e perfumes. É ainda o amor que dá paz aos homens, calma ao mar, silêncio aos ventos e sono à dor."

Fontes: site Momento Espírita; texto do livro A Voz do Mestre, de Khalil Gibran; item 16 da introdução e item 9 do capítulo 11 de O Evangelho Segundo o Espiritismo

No http://umcasal.blogspot.com tem texto inédito, inspirado naquela a quem me encanta só de olhar.  



Escrito por Ivan às 16:05:29
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  MAIS DO MESMO- É TEMPO AINDA DAS AFLIÇÕES! E, POR ISSO, ROGO A MESMA PRECE!

 
Certas lembranças apertam o coração. Magoam, como se nunca houvessem magoado, ou eu não tivesse percebido a mágoa que causam. Magoam de novo, as com que eu já tinha sofrido. Onde o rumo? Onde a direção? Onde o afago que preciso por estes dias turbulentos que estagnam o que está no coração, interferindo no que penso?

Não há choro, ainda. Mas lamentos por deixar oportunidades. Talvez eu pudesse, hoje, caso elas viessem lá de trás, mudar tanta coisa... E hoje, busco perdão, mas não encontro a força necessária para tanto, ainda! Não é que esteja perdido, sei que está aqui, sei que vou encontrar. E o perdão, não busco de alguém, busco de mim, em mim.

No fundo quero fugir, esconder, me libertar assim, de maneira mesquinha e covarde. Pura ilusão. Por disso saber, é que sei, não posso fugir, não posso esconder. Nem me esconder! Embora desconfie que, cedo ou tarde o choro virá. E se vir, que venha como purgar essas inquietações. Ou ao menos trazer melhores disposições na mente.

As vezes sinto que as lágrimas serão inevitáveis. Inconsoladas, incontroláveis, com raiva e aflitas. E me digo sempre que não posso ter medo de me encontrar numa esquina qualquer. Sem arrepios, sem pavor, sempre que eu me ver olho no olho.

Sei que preciso querer que as conversas comigo mesmo sejam inadiáveis. Que elas existam nos tempos oportunos. Que elas sirva para resolver essas pendências emocionais de desamor comigo mesmo.

Sei que não me faltará amparo. E que dele, eu possa ser cada vez mais digno, porque precisarei.

Que eu seja digno do amparo e carregar essas lágrimas aflitivas para longe, tirando de mim o peso da dor.

Que eu seja digno de um melhor jardim, na medida em que eu me resignar no campo de batalha pessoal onde estou sempre a lutar.

Que, seja lá qual for o tamnho da dor, eu seja digno de atravessar meus caminhos, à medida que eu administre meus temores.

Que eu também seja digno de encontrar amigos, pessoas, para me aconchegar e dizer palavras que auxiliem meu equilíbrio- será pedir muito?

Que minha razão ceda um pouco de seu lugar à emoção, e eu seja digno de sentir mais o que sempre senti de menos, ou me impedi de sentir- o que eu não havia percebido, auxiliou na chegada desses tormentos.

Que eu seja digno de seguir em frente, esquecendo o que passou e não serve mais, pisando em terra firme, vivendo melhor o presente, lançando mais meus olhos para o futuro.

Que eu seja digno de fazer brilhar a luz divina que carrego, para irradiá-las cada vez mais, sobretudo àquelas pessoas a quem colaborei para estarem na sombra. Sim, ainda a razão me leva a crer nessa luz. preciso encontrá-la no coração agora!

Enfim, sei que foram muitos os pedidos. Mas, à medida que eu faça minha parte no esforço, eu possa ser digno de ser atendido.

Que assim seja!
 
 


Escrito por Ivan às 11:39:56
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  À KAMILLA E À PATRÍCIA

Quando nos permitimos à resignação necessária para as imposições da
vida, facilitamos a instalação da serenidade -também necessária para suportar os conflitos inerentes à mudança, sobretudo se
trouxerem reflexos em nosso campo íntimo. No entanto, essas imposições da
vida, muitas vezes parecem vir sem avisar.


Quando nos permitimos buscar as condições necessárias para mudar um
item em nossas vidas, sobretudo, e mais uma vez, no foro íntimo, temos a
oportunidade de planejar o processo de conquista do que queremos e
precisamos, almejando acertos, consertando erros. É, talvez, o mais ideal
quando buscamos nos melhorar e nos melhorar.


Quando nos permitirmos mudar pelo aproveitamento das oportunidades
que nos aparecem, é como se estivéssemos cortejando aquilo o que tem a
vida para nos oferecer. Muitas das vezes as oportunidades que a vida nos
oferece, só nos eferece porque as buscamos. Ou, simplesmente porque tais
oportunidades estão ajustadas às nossas necessidades reencarnatórias
particulares- desculpem, sou espírita, e é assim que vejo..


Cada uma, a seu turno, tem diante de si, nesses dias presentes a
oportunidade de decidir sobre oportunidades.
 
Kamilla tem a oportunidade de praticar a profissão que escolheu por
satisfação pessoal. Se ainda não é o que almeja, já é um grande e primeiro
passo. Poderá figurar nos documentos regulares como psicóloga atuante e,
com isso, sentirá a satisfação do mérito alcançado após alguns anos de
estudo. Jovem ainda, poderá angariar experiências, por hora incalculáveis,
e, mais tarde, ascender por outras paragens. A vida lhe julgará
merecedora. No entanto, é bom lembrar que a vida nem sempre nos premia com
o que queremos, mas com o que precisamos. Confiar na Providência Divina
sempre, e jamais deixará de colher frutos.
 
Patrícia tem a oportunidade de ascender profissionalmente. Pode até
dizer que não está registrada, que é um emprego um tanto informal, etc. No
entanto, é preciso identificar os valores da mudança. Se foi indicada pela
companheira a ocupar melhor posição na hierarquia organizacional da
instituição para onde trabalha e, aceita pela chefia ainda superior à
companheira, é porque reúne valores positivos para tal. Portanto, encare
como a um ensaio para quando estiver em outras paragens. A vida lhe trará
as oportunidades, e tão jovem que ainda é, espere muitas, lembrando também
que nem sempre terá o que quiser, mas sempre o que precisar.
 
Porque as duas são tão carinhosas no trato com os clientes da
biblioteca. Porque nutrem alguma admiração pelo que tenho a falar. Porque
têm a sensibilidade de entender que eu, ao menos, jamais me aproximei de
vocês com segundas ou terceiras intenções. Porque têm conflitos internos
e, de alguma forma mostram isso, mesmo que timidamente, e o que as fazem
humanas. Porque têm humor, e isso para mim é fundamental. Porque são
bonitas e parecem não se disponibilizarem à cessão dos encantos
superficiais daqueles a quem parecem ter hormônios descontrolados. 


Enfim, porque despertam em mim certa estima e afeto, é que eu não
podia me furtar a enviar minhas vibrações desejosas de muitas bençãos para
esta nova fase que se descortinam às duas, num campo especísico de vossas vidas. 
Disponham de mim, se for oportuno.
Estarei de prontidão para atendê-las no que me for possível.

E será um prazer.
 
Beijos carinhosos no coração.
E braços à disposição, para tristezas ou para alegrias- e  estas,
espero, que sejam muitas!

 

Também estou no http://umcasal.blogspot.com



Escrito por Ivan às 09:38:57
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Essa semana não estou aqui.

Estou lá:

http://umcasal.blogspot.com

Semana que vem eu volto!



Escrito por Ivan às 16:32:33
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Itens da Autotransformação a serem considerados

Postura de aprendiz- se traduz no atao da curiosidade incessante, que brota da alma como sendo a sede de entender o universo e a parte que nos cabe, e distanciar-se do estado doetio da auto-suficiência.

Renúncia- ampliada ao terenos das opiniões pessoais e valores institucionais, para os quais, frequentemente, o orgulho nos ilude.

Aceitação da sombra- sem a aceitação de nossa realidade presente, oderemos instaurar um regime de cobranças injustas e intermináveis conosco e posteriormente com os outros.

Autoperdão- recomeço é palavra de ordem nos serviços de transformação pessoal. Perdão às faltas que nós mesmos cometemos, mas que gostarímos de não cometer mais.

Cumplicidade com a decisão de crescer- Somente assumindo com seriedade esse desafio o levaremos adiante. Por isso, é imprescindível a atitude de comprometimento com a meta de crescimento que assumimos.

Vigilância- Cultivar o hábito de higiene dos pesamentos. A postura da mente alerta, ativa, sempre voltad a ideais enriquecedores.

Oração- para despertarmos na intimidade forças nobres que se encontram adormecidas ou sufocadas pelos nossos descuidos de cada dia.

Trabalho- dar utilidade a cada momento de nossos dias é sublime investimento de segurança e defesa aos projetos de crescimento interior.

Tolerância- há tempo para tudo e tudo tem seu momento. omplacência precisa tomar o sentido de caridade com nossos esforços.

Amor Incondicional- aprender o auto-amor é o desafio.  Sem ele, reforma íntima se reduz em tortura íntima. Aprender a gostar de si mesmo, independente do que fizemos no passado  é estima a si próprio.

Socialização- se o interesse pessoal é o grande adversário de nosso progresso, então a ação em grupos de educação espiritual será ecxlente medicação contra o personalismo  a vaidade.

Caridade- o dínamo dos sentimentos nobres que secundarão o pocessos socializador.

Muitos corações queridos no ideal supõem que reformar é negar ou mesmo castigar a si, quando o objetivo do projeto de mudança íntima é tornar o homem mais feliz e integrado à sua divina tarefa perante a vida.

Inspirado e adaptado de Reforma Íntima Sem Martírio, cap.02, de Ermance Dufax.

 

Visitem meu outro blog: http://umcasal.blogspot.com



Escrito por Ivan às 12:33:33
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  POST INÉDITO!

ACABARAM AS REPUBLICAÇÕES!!!

O PRIMEIRO TEXTO INÉDITO DO SEGUNDO ANO, TIVE QUE COLOCAR NO OUTRO BLOG POR CAUSA DO ESPAÇO QUE O UOL ME DISPONIBILIZA NESTE!

TALVEZ VALHA A PENA VOCÊS IREM LÁ...

HTTP://UMCASAL.BLOGSPOT.COM

 



Escrito por Ivan às 18:45:17
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ABRIL DE 2006 À ABRIL DE 2007

Não sei o dia, porque perdi meus primeiros posts e não registrei a data. Mas foi em abril de 2005 que estreei este blog. Ou seja, estou fazendo dois anos com ele no ar. Claro que um ano é suficiente para acontecer muita coisa. E quanto aconteceu... A maior parte do que aconteceu ficou velada, nas palavras expressas, nos vários posts que passearam por aqui.

Tenho satisfação por conseguir manter um número razoável de pessoas visitando aqui (pouco mais de 800 visitas por mês), porque meu blog é de textos, com uma visão inilateral da vida. Descobri que escrever é uma forma de reafirmar e registrar o que pensamos num época.

Neste segundo ano, algumas pessoas deixaram de vir aqui, o que não significa necessariametne que deixei de visitar seus blogs. Outros blogs tiveram seus fins decretados por seus blogueiros e, destes, felizmente, alguns criaram outros blogs. Entretanto, novos leitores apareceram e, destes, vários mantém-se fiéis, interagindo, inclusive com os textos que escrevo.

Inspirei algumas pessoas a criarem seus blogs e, alguns, estão indo muito bem. Outros, ficaram no meio do caminho, infelizmente, pelo potencial "desperdiçado" daqueles a quem estimulei. Muitas pessoas me enviaram/enviam e-mails ao invés de comentar aqui, e acho válido. Outros me adicionaram/adicionam no msn e , on-line se revelam leitores entusiastas de meu blog.

Na minha vida pessoal, muita coisa aconteceu, de fato. Não costumo partilhar disso aqui, tão claramente no blog. As más coisas, pouco detalho, salvo raras exceções. As boas, exploro mais, porque compartilhar sentimentos de alegria é o que falta a gente fazer, não é?

Em abril, separei, pela segunda vez, da mesma pessoa. E, semanas depois, soubemos que ela iria ter outro bebê. E o Mateus nasceu. O Pedro Henrique, personagem real deste blog em momentos especiais, desenvolveu um carinho e alegria pelo irmão menor e mais uma vez foi me ensinando valores, na inocência natural de quem é criança.

Depois de me separar, descobri de outra maneira uma pessoa que eu já conhecia. Por força de algumas circunstâncias, tentei evitar levar à cabo qualquer investida, embora eu jamais tenha escondido à Koly meus sentimentos por ela. No entanto, ela ia desenvolvendo sentimentos semelhantes por mim, mais discretamente, embora desse sinais de reciprocidade. E o inevitável aconteceu. Koly é hoje uma pessoa a quem divido uma experência ímpar em minha vida, o que, em meio aos muitos tormentos que vivo na atualidade, enche de júbilo uma parte de meu coração há muito por mim negada. E, se não detalhei antes, é poque eu estava republicando textos...

Voltei a morar na casa de minha mãe, vejo pouco meus filhos, cometi um erro grave na empresa onde trabalho, mudei de horário e hoje tenho um caminho muito grande pela frente para reconquistar uma razoável confiança da chefia de meu setor. Até criei outro blog (http://umcasal.blogspot.com)!

Enfim, foram muitas coisas. Mas, o que não mudou foi o carinho que recebo neste humilde blog. Também não mudou meu interesse por ele e por vocês. E, por tudo o que fui capaz de compartilhar neste segundo ano, é que agradeço a oportunidade de ter vocês comigo, visitantes leitores. Que eu continue digno de suas visitas por mais um ano em que pretendo compartilhar mais vertentes de mim com vocês.

 



Escrito por Ivan às 13:27:33
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  REPUBLICAÇÃO 10- REVISADA, SEM GRANDES DETALHES, UMA AUTOBIOGRAFIA EM DOIS POSTS (PORQUE O ESPAÇO DISPONÍVEL É CURTO)

 

 

continuação... (ver post anterior)

Aos 19 anos, um grande amigo da época (nós temos grandes amigos de época, sim- são os que tomam outros rumos na vida e você perde contato), veio em minha casa dizendo que uma empresa prestadora de serviços à Telefonica (na época, Telesp) precisava de alguém para trabalhar numa de suas centrais. Não era preciso experiência e fui tentar. Consegui o emprego e, minha vida deu uma reviravolta na. Passei a ganhar o equivalente a 5 salários mínimos da época- embora o valor tenha se mantido por tanto tempo, que, quando saí de lá, o salário mínimo era quse o que eu ganhava. Isso era muito para quem estava acostumado com tão pouco. Alugamos uma casa melhor, comprei melhores mobílias, eletrodomésticos e outras coisas aos poucos para minha casa. Sempre achei que, apesar dos problemas graves com minha mãe, eu lhe devia um agradecimento, em respeito ao fato de ela não ter abandonado seus filhos.

Foi nessa época, ainda aos 19 anos, que entrei numa loja para comprar roupas, pela primeira vez, com o meu dinheiro. Comprei meu primeiro aparelho de som (eu tinha um radinho antigo, apenas), sem cds, ainda. É impressionante como o dinheiro pode nos dar a falsa impressão de auto estima. E comigo não foi diferente. Por isso, melhorei o naipe de garotas com as quais saía. Talvez para esquecer os dois grandes encantos de que já falei. Mas uma vida assim cansa. Pensei que tinha de melhorar isso e me tornar um homem mais responsável. Todo mundo me cobrava isso. Decidi, então, namorar pela primeira vez, com a primeira pessoa que demosntrasse grande interesse por mim, um interesse sincero, baseado na sinceridade e respeito.

Conheci uma moça (ela prefere que eu não diga o nome dela), um anos mais nova, com algumas conflitos evidentes. Mas, muito sensível, de bom coração. Nossas histórias de vida se pareciam um pouco. Me apeguei, e achei que era o amor de minha vida. Minha visão sobre o amor, na época difere muito da que tenho hoje- hoje percebo que eu era somente um paternalista arrogante e prepotente. Minha mãe, ciumenta, a detestava e ela, à minha mãe. Mais tarde, devido à acontecimentos cheios de detalhes, nos vimos, eu e a namorada em situações semelhantes. Eu, desempregado, fora de casa (eu havia me desentendido mais sério do que as outras vezes com minha mãe e irmã, e, por isso, fui "convidado" a ir embora), ela, idem e idem. Morávamos, cada um, na casa de amigos. Depois de cinco meses, ela conseguiu um emprego e eu outro, três meses depois. Namorávamos há três anos, agora empregados (juntando os dois salários, dava uns três salários mínimos), ela sem ter onde ficar e eu também. Analisamos a situação e, dadas as circunstâncias, nada mais natural que a conclusão de juntar o que tínhamos e tentar a vida juntos. Ainda mais com tantos amigos ajudando.

E ajudando muito. Depois de escolhida a casa para alugar, quase não precisamos comprar nada para o início da nova vida. Jovens que sempre fomos, saíamos. Numa noite em que viemos de um show, levemente embriagados, sem noção de responsabilidade, resolvemos comemorar a noite. Dessa vez, não nos prevenimos e o resultado, nove meses depois, foi o aparecimento, à esse mundo, da criaturazinha pela qual tenho mais ternura neste mundo. Um ano depois, me descasei. Resolvi me descasar e é difícil dizer porque, e talvez escreva um dia. Só não o faço por aqui, porque será uma visão particular e não quero incomodar a mãe do Pedro Henrique em seus sentimentos.

(só quero abrir o parênteses para dizer que a mãe de meu filho é uma pessoa bacana, de bom coração; ótima mãe, e tenho certeza, dará, com minha participação, a melhor educação que lhe for possível aos pequenos; ela não vivemos em guerra- sim, meninos, porque depois, numa tentativa de retorno à relação, por invilgilãncia, ela ficou grávida de novo, o que soubemos só depois de termo-nos separado de novo, dessa vez, definitivamente).

Hoje, passo por uma reformulação mental. Renovando conceitos. Sofrendo emocionalmente o peso dos erros que cometi, comigo e com as pessoas que se relacionaram comigo. Meu trabalho no movimento espírita ainda é um grande móvel à minhas reflexões. Sou o responsável pelos estudos no meu grupo de estudos de jovens. Também sou responsável pela secretaria doutrinária do departamento de mocidades espíritas de nove cidades na minha região. Trabalho voluntário, realizado com responsabilidade e muito gosto. Pretendo fazer pedagogia um dia. Não tenho profissão. Não sou formado em nada. Me formar em algo nunca foi prioridade, em detrimento de coisas mais urgentes.

Ah, onde a Koly entra nisso? Bom, nos conhecemos há uns dois anos. Começamos a nos descobrir há uns dez meses. E, consumamos nossa sintonia (post de 22/03 e http://kolyasas.zip.net, ou post de 08/03 em http://umcasal.blogspot.com, por exemplo) há poucas semans, embora a sensação intensa de que faz mais tempo. Dela, já falei muito. Hoje, só digo que tusdo o que já escrevi sobre ela é verdadeiro e a intensidade dos sentimentos expostos só cresceu.



Escrito por Ivan às 21:27:45
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  REPUBLICAÇÃO 10- REVISADA, SEM GRANDES DETALHES, UMA AUTOBIOGRAFIA EM DOIS POSTS (PORQUE O ESPAÇO DISPONÍVEL É CURTO)

 

Atendendo à pedidos de alguns, satisfazendo a curiosidade de outros, parafraseando Drummond e, principalmente, registrar alguma coisa escrita, que seja, num dia sem inspiração.

Nasci no dia 21 de dezembro de 1977. A cidade se chama Paulista, região dA Grande Recife. Tios, tias e alguns primos meus nasceram em Pernambuco. família muito carente. Antes de mim, 27 de dezembro de 1976 nascera outra criança que morreu com com três meses de idade e minha mãe quase nunca fala disso.

Eu tinha 1 ano e 7 meses quando vim para São Vicente. Minha mãe, muito jovem (nasceu em 1958) soubera que outra mulher estava grávida de meu pai e veio para cá, morar com sua avó (minha bisa) e tentar a vida. Sempre tive muitas complicações de saúde nessa fase. Meses depois, meus pai veio para cá também e, com minha mãe, reatou a relação. Não sei o que aconteceu com a mulher que ficara grávida. Meu pai, trabalhador, é homem calmo, não mexe com ninguém, apesar de forte. Minha mãe, uma mulher sofrida demais, abandonada antes dos sete anos, mal sabe ler ou escrever. Estressada por natureza, dificílima de se conviver, mas muito guerreira e a pessoa mais honesta e confiável que conheço.

Minha irmã seguite nasceu em 1980 e, em 1985, duas outras, gêmeas, numa época em que o casamento de meus pais já estava saturado e meu pai, para ir morar com outra mulher, abandonou minha mãe e seus filhos (eu e meus irmãos). Uma das gêmeas desencarnou após completar um ano, de meningite. Minha mãe surtava. Não se desgarrou dos filhos. Morávamos aqui e ali, ou passávamos noites nas ruas, esmolando por aí, sendo isso muito comum por alguns anos. Eu, muito cedo, saia por aí recolhendo ferro velho para conseguir uma graninha. Minha mãe, tentava um trabalho doméstico.

Quando eu tinha uns doze anos, minha mãe arranjou um emprego de faxieira de um prédio e podia pagar aluguel. Fiz catecismo nessa época. Era uma criança reprimida. Minha mãe, por medo, não deixava me relacionar com as crianças da rua. Tudo me era proibido. Quando consegui meu primeiro emprego oficial, ganhando o salário mínimo, aos 14, começo a extravasar contra a reprimenda, em forma de rebeldia, própria de adolescente vindo de família emocionalmente desestruturada. Minha mãe ainda tentava manter-me sob controle e essa situação dava palco à verdadeiros embates entre ela e eu. Nunca nos damos bem mesmo!

Aos 14, conheci um grupo de jovens espíritas (estou naquele grupo até hoje, ainda que tenha sobrado apenas eu daquela época), o que foi outra ofensa para minha mãe. Também conhecia grupos budistas, grupos gnósticos, participei de coral dos mórmons, visitei centros de ocultimo e li todos os livros do Paulo Coelho e revistas Planeta da época. E começa meu interesse por músicas. Filmes, somente os da tv, que eu nunca tive dinheiro para um cinema.

Mas a situação em casa não era fácil (depois da separação de meus pais, só fui usar uma peça de roupa nova nos meus 19 anos, quando consegui um outro emprego). Minhas brigas com mamãe, minhas dissensões familiares, a minha rebeldia para o mundo contribuía para o péssimo clima, mesmo com toda minha dedicação aos esclarecedores estudos nos inúmeros grupos de estudos espíritas que participava. Só hoje entendeo assim!

Nunca andei com pessoas de mal, sempre as evitei. Mas já experimentei a embriaguez e alguns efeitos de drogas. Nessa época, tinha vergonha de minhas condições. Tinha um par de sapatos, que usava para ir à escola. Conseguia um ou outro programinha com meninas, mas aquelas com dois neurônios, em situação mental deplorável e que via em mim um rapaz bonito e inteligente, pela qual as garotas se admiram na adolescência.

Aos dezessete, meu primeiro e verdadeiro encanto com uma garota. No ano seguinte, o segundo verdadeiro encanto. Nada tive com nenhuma das duas, pela vergonha da vida que levava, pela família que tinha, pela baixa estima, fruto da mais exagerada e impercetível carência! O que, de alguma forma, me preenchia um pouco o vazio, era meu trabalho no movimento espírita, onde, apesar de ser capaz das palestras mais esclarecedoras, não percebia a necessidade de achar uma forma de aplicar aquilo em minha vida. Mas a perda dos dois primeiros encantos de minha vida me fez refletir e querer acertar, definitivamente. Tentei de um modo que, à época, para mim, era a melhor alternativa. Errei novamente, como muitas vezes errara, acumulando um sem número de comprometimentos.

continua...



Escrito por Ivan às 21:01:05
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REPUBLICAÇÃO 9

 

Em certos momentos da vida, temos a impressão de sermos tomados por uma inutilidade ou vazio sentidos no íntimo, questionando os objetivos de nossa existência, como se nada do que vivemos parecesse fazer sentido. Nos damos conta do quanto sofremos com as perdas, e, numa atitude incosciente de autoproteção, concentramos nossa atenção nesse lado, que parece ser o mais cruel da vida: o lado das perdas.

Aliás, as perdas se iniciam logo que saímos do útero, perdendo seu aconchego, sua proteção. Nesse raciocínio, os menos otimistas podem concluir que começamos nossa vida em perdas e na perda continuamos. No entanto- e é o que parece um paradoxo- sempre que perdemos algo, outras possibilidades nos surgem. Ganhamos, por exemplo, os braços do mundo quando perdemos o aconchego do útero. E assim vamos, perdendo, seguindo a ganhar o novo enquanto experiência.

Perdemos a inocência da infância, e com isso vamos ganhando a capacidade de questionar, abrindo as portas para o novo mundo que nos vai se descortinando. Fechamos janelas e as deixamos para trás. Isso, na realidade, parece resumir o crescimento.

Perder alguns direitos e conquistar outros fazem parte desse processo. Perdemos o direito de chorar bem alto quando algo nos é tomado. Perdemos o direito de falar tudo o que queremos, sem o medo de ser reprimido. Nasce o receio de dar risadas escandalosas (meu filho dá ums deliciosas de ouvir). Tememos comentar o quanto nossa tia engordou. Vamos crescendo e aprendemos que nem sempre podemos ser tão sinceros. E, de tanto ganhar- peso, pelos, altura, o mundo; e receios, e medos, e vazios- chegamos aos pontos de conflitos, e o mundo nos parece inadequados aos nosso sonhos. E sonhamos tanto...! Até cairmos na real. E, quando caímos na real, tememos a luta pelo esforço de nos tornarmos equilibrados, contidos, ponderados. Chegamos ao absurdo gravíssimo de perdermos nossa espontaneidade.

Neste momento nos cobramos a utilização do raciocínio, a razão acima de tudo, sob a justificativa de que o que nos diferencia do animal é a capacidade de organizar nossas ações de forma lógica e racionalmente planejada. Ganhamos um carro novo, uma companhia, um diploma. Ao passo que perdemos o direito de gargalhar, andar descalço, tomar banho de chuva, lamber os dedos.... Não tascamos mais aquele beijo estalado em quem gostamos, mas apertamos as mãos de todos. Ganhamos novos amigos assim, um novo emprego, um novo salário, honrarias, e até mesmo a chave da cidade....

E assim, ganhamos tempo enquanto envelhecemos.

E percebemos que ganhamos rugas, umas dores, estrias, celulite, aquela barriga, o brilho no olhar, esquecemos os sonhos, deixamos de sorrir, perdemos a esperança... Estamos envelhencendo, e compreendemos que as perdas fazem parte, muitas vezes sem nos dar conta que o sol continua brilhando. Portanto, que façamos uma oração à nós mesmos.

Que cresçamos sem envelhecer simplesmente! Que tenhamos as dores nas costas, mas procuremos quem nos massageie! Que tenhamos rugas e boas lembranças! Que tenhamos juízo, mas cultivemos o humor e um pouco de ousadia! Que sejamos racionais, mas lutemos por nossos sonhos!

Afinal, o que é o tempo que temos nessa vida? Nada em relação com nossa grande e individual missão, que é a busca pelo conhecimento de nós mesmos, num exercício de cada mais estabelecer o contanto com o que de mais divino temos dentro de nós, e, consequentemente, irradiar toda a luz que descobrimos, na certeza de que os outros também possuem sua luz a nos iluminar por vezes que estamos na escuridão.

E que missão!

 

Http://umcasal.blogspot.com



Escrito por Ivan às 14:59:00
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  REPUBLICAÇÃO 8

O texto abaixo é a soma de dois textos escritos em dezembro de 2006. Um texto recente, eu sei, mas preciso que ele esteja aqui. Hoje, ele tem sentido mais intenso para mim. Também fiz umas alteraçõezinhas, para deixá-lo melhor, mais atual. Ver também o meu último texto em http://umcasal.blogspot.com

 

LEMBRANÇAS DE UM ENCONTRO- O QUE FICA (do que o coração guardou, não só porque às vezes ele tenta ser poético, mas porque ele parece ter memória e registra, nela, os momentos inesquecíveis).

O ENCONTRO FORA PREVISTO- Porque nos conhecemos, porque nos falávamos, porque nos gostávamos... porque nos gostamos. E nada há de comprometedor nisso. Existem duas almas que se viram. Que se sorriram. Que se viveram uns momentos- todos descomprometedores na prática, mas não sei no sentimento, se é que os sentimentos comprometem. Eu me encantei. Eu me rendi à um encanto, mas só tempos tempos depois. Me declarei portador dele, logo que soube. O porte, como é de se adivinhar, foi desproposital, inconsciente. Eu nem queria, aliás, evitaria se pudesse, ou se soubesse como. O que foi feito de mim, depois do encanto, somente eu saberia dizer o que passei a sentir, se me fosse possível encontrar as palavras certas.

O ENCONTRO FOI COMBINADO- Porque o acaso não existe. Porque a distância entre as duas almas não existe. O que existe são circunstâncias. E porque o acaso não existe, não por acaso nos conhecemos. Nem por acaso nos vimos, nos gostamos, nos sorrimos. E nem por acaso eu quis de novo, mais olhares, mais sorrisos. Era simples. Um dia. Um dia inteiro. Um dia numa vida inteira. Um dia para se lembrar a vida inteira.

O GOSTAR- Ninguém explica. E nem vou explicar. Mas o verbo parece ter um sentido restrito nos dias de hoje. Gostar parece ser pouco. Mas, penso que não. Gostar estar intimamente ligado ao que somos por dentro. E, gostar é involuntário. Mesmo que, no início não pareça, e evitamos, se for o caso de gostar, acabaremos gostando. Sem possibilidade de volta. É, não dá para explicar porque e nem o quanto gosto dela. Mas é o sentimento que fica.

O OLHAR- Porque cada olhar é único, para uns. Se é o mesmo para a maioria, é porque, talvez a maioria não goste de quem olha, ou o gostar, para essa maioria tem sentido restrito. Por ser único, o dela também não é igual a nenhum olhar. E o que fica, na memória de meu coração- pois que inventei a memória do coração, se não existia- dentre tantos olhares que conheço e conheci, é o dela. Não um olhar em momento especial. Mas um olhar de que, quando olha, somente ela poderia fazê-lo. Sei do que falo.

O SORRISO- Como ocorre com o olhar, o sorriso é único. Como acontece com o olhar, temos vários sorrisos. Mas sempre há um, o que parece imprimir-se na lembrança. O dela, lembro sempre. E, também o sei, é inevitável. E que me importa que para alguns, pareça somente um sorriso como outro qualquer. Para mim, se fosse como qualquer outro, como a memória do coração o locarizaria dentre tantos sorrisos, para lembrá-lo, com a frenquencia com que lembra?

O ABRAÇO- O encontro entre duas almas em comunhão de sentimentos, que em dados momentos, podem se tocar.

 ENCANTO- porque o dicionário diz que a palavra designa a pessoa que agrada muito, tendo o poder de nos maravilhar, por suas particularidades. Então, o carinho dela agrada. O sorriso dela agrada. O abraço dela agrada. O gostar dela agrada. Lembrar de tudo isso e do olhar dela, também agrada. Talvez, por tudo isso, ela seja um encanto!

SE A PAIXÃO FOSSE REALMENTE UM BÁLSAMO...Quem disse que ela é perfeita? Quem não tem conflitos internos? Que não tem dúvidas que lhe tiram o sono? Que não adota comportamentos repreensíveis, por vezes, como todo mundo? Quem disse que eu aprovo tudo nela? Hoje, minhas emoções sabem seu devido lugar. Que não sou mais uma pessoa de hormônios excessivamente descontrolados. E nem estou tendo delírios de paixão.

Koly, obrigado por seu carinho, sua atenção e seu respeito! Nem sei se mereço! Que você se lembre de agradecer aos céus pelas oportunidades, mesmo que sejam ásperas ou dificultosas, cabendo a sua parte ser engedrada com a satisfação de quem luta para alcançar seus propósitos.  E, embora eu não seja digno de exclusividade, que, em uma ou outra noite em que deitar sua cabecinha no travesseiro para agradecer, lembre que aqui tem uma pessoa que muitas vezes pensa em você. Como eu já lhe disse, existem uma veia e uma artéria em meu coração batizadas com seu nome e sobrenome. Nelas, o sangue pulsa forte.

 

Leiam uma espécie de Texto-Resposta e conheçam a Koly, em: http://kolyasas.zip.net

Meu outro blog: http://umcasal.blogspot.com



Escrito por Ivan às 10:07:45
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  REPUBLICAÇÃO 7

Não me lembro o dia, mas sei que foi em abril de 2005 que comecei este blog. Por que está perto, e porque no ano passado deu certo, vou usar esse período que falta para republicar alguns textos. Os que mais gosto, ou os que receberam mais elogios. Em abril, um post especial de aniversário. Até lá, vamos ver o que andei pensando por aí e compartilhando com vocês.

O texto abaixo foi escrito em DEZEMBRO de 2005, quando o blog estava indo para o segundo mês.  Não é que tenha ele tenha recebido tantos comentários. Mas é um texto que gosto muito, por ser tão pessoal. Aqui, fiz umas alteraçõezinhas...

O CAMINHO DO CAMPO (inspirado em alguns fragmentos de lembranças...)

Das mais extensas planícies da imaginação que concebe a alma, estende-se o Caminho do Campo. Campo das emoções, das sensações, das reflexões, das memórias. Nele, repouso por algumas vezes, como que num encontro com tudo o que o meu Caminho do Campo me oferece. Sento num banco, abaixo de um grande carvalho, testemunha das lembranças desde as minhas primeiras escolhas. O espaço aberto neste caminho é sempre limitado pelos olhos e pelas mãos, e, cada nova visita, eu posso ver mais longe, às vezes. Quando não, sei que preciso de novas estratégias...

Da lentidão, mas constância com que a árvore cresce, o carvalho sempre me lembra que crescer demora. Crescer é como abrir-se à amplidão dos céus, ao mesmo tempo que deitar raízes na terra ("mas como chegar até às nuvens com os pés no chão?", perguntava Renato Russo em uma de suas músicas, embora seja essa uma busca individual), mesmo que a terra seja obscura. Amadurecer autenticamente é ser ambas as coisas: estar disponível ao apelo do mais alto céu, mas abrigado pela proteção da terra- esta oculta e produz. Tudo isto o carvalho me lembra sempre...

O Caminho do Campo sempre recolhe aquilo que tem de meu em torno dele e dá a cada um dos que o percorrem aquilo o que é seu. As mesmas colinas, as mesmas encostas, sempre e em todos os lados, em torno do caminho. O simples vai guardando o enigma do que permanece e do que é grandioso. Visita a cada um de nós inesperadamente, mas necessita de longo tempo para crescer... e amadurecer. O dom que dispensa está escondido na inaparência do que é sempre o mesmo. Deus, dizia um sábio, se manifesta naquilo o que é mais simples, e, descoberta sua presença, o simples se torna intensamente intricado, embora detentor de uma harmonia de origem incomparável..

Do Caminho do Campo ergue-se, no ar variável com as estações, uma serenidade que sabe ser uma ciência sutil. Os que têm recebem-na do Caminho do Campo; e em sua senda cruzam-se a alegria da juventude, da sabedoria e da maturidade; nela se surpreendem mutuamente tudo, porém se insere placidamente numa única harmonia, cujo eco o caminho do campo em seu silêncio leva de um para outro lado. A serenidade precisa para quem se pretende saber, é uma porta abrindo para o eterno que um hábil ferreiro forjou um dia com os enigmas da existência.

Das baixas planícies, o Caminho do Campo retorna da imaginação. Volta da reflexão à realidade. O simples parece-me tornar-se ainda mais simples. O que é o mesmo parece-me desenraizar-se e libertar-se. O apelo do Caminho do campo, parece-me mais claro. A alma que fala? Ou fala o mundo? Ou fala Deus? Tudo parece falar da renúncia que conduz ao mesmo. A renúncia não tira! O homem é por um lado, mas por outro, ele se trona, pelo seu próprio esforço de querer-se bem continuamente. A renúncia dá a força inesgotável do simples. O apelo faz-me novo e a habitar uma distante origem, onde a terra Natal me é devolvida...

 

Amigos, conheçam a Koly e seu blog. Eu recomendo: http://kolyasas.zip.net

No meu outro blog, inclusive, ela também está: http://umcasal.blogspot.com

 

 



Escrito por Ivan às 10:14:04
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